Calotas: o guia completo
Uma calota só se nota quando falta. Aqui está tudo o que importa antes de comprar um jogo: o que ela é de facto, como descobrir o seu aro, por que se perdem e quanto custa cada opção.
Calota, roda, tampão: palavras que se confundem
A roda é a peça metálica aparafusada ao cubo. Suporta o pneu e o peso do carro: é de aço estampado ou de liga de alumínio. O aro é, a rigor, a sua borda exterior, mas na fala corrente designa também a medida.
A calota — também chamada tampão de roda em Portugal — é o disco de plástico que encaixa por cima de uma roda de aço para a esconder. Não suporta nada. Veste.
A regra é simples: uma calota cobre uma roda, nunca a substitui. Quem lhe oferece «rodas» por 40 euros está a vender-lhe calotas.
Por que só existem calotas para rodas de aço
Uma roda de aço é funcional, não decorativa: chapa estampada, pintada de preto ou prateado, com furos de ventilação. O fabricante cria nela um rebordo de retenção — a aresta onde as presilhas da calota agarram.
Uma roda de liga leve não tem esse rebordo, porque já é a face à vista. Por isso nenhuma calota encaixa numa roda de liga, em nenhum aro.
A boa notícia: as rodas de aço são padrão nos carros pequenos, nas carrinhas e nas versões de entrada.
O aro está no pneu, não no modelo
É o erro mais comum. Procura-se «calotas para um Gol», mas o mesmo modelo existe em aro 14, 15 e 16 consoante a versão. O aro está escrito na parede lateral do pneu.
Procure algo como 195/65 R15 91H. O número a seguir ao R é o seu aro
em polegadas — 15 neste caso. Esse número, e mais nenhum, determina a calota.
Pequena de mais, nunca assenta e acaba por sair. Grande de mais, força as presilhas até partirem. Não há tolerância: o aro está certo ou está errado.
As quatro razões por que saltam
Aro errado. A primeira causa, e a mais evitável.
Recolocadas na oficina. Muitas perdas acontecem nos dias seguintes a uma troca de pneus: a calota voltou à pressa e uma presilha nunca encaixou. Verifique você mesmo antes de arrancar.
Passeios e guias. Um único raspão deforma os pontos de apoio.
Idade. As presilhas embranquecem e tornam-se quebradiças com os ciclos de calor. Uma calota de dez anos segura pior, mesmo que a face pareça impecável.
Quanto custam na realidade
As calotas originais vendem-se à unidade no concessionário, entre 30 e 80 euros cada. Fiáveis, mas um jogo completo sobe depressa.
As calotas de reposição das lojas de peças ficam entre 20 e 60 euros o jogo de quatro. O compromisso está no acabamento e na duração das presilhas.
As calotas impressas — o que fabricamos — ficam entre 79,90 e 129,90 euros o jogo de quatro, consoante o aro. A diferença paga a impressão UV da sua própria imagem: um logótipo, uma fotografia, um motivo que só existe nas suas rodas.
Uma regra prática: repor uma única calota sai mais barato hoje e vê-se durante anos. O plástico desbota; uma nova ao lado de três baças salta à vista em poucos meses. É por isso que sempre se venderam em jogos de quatro.
Perguntas frequentes
As calotas podem danificar a roda?
Não. Encaixam no alojamento previsto e não exercem carga sobre a estrutura.
É legal circular sem calotas?
Sim. Não têm função mecânica e não são ponto de inspecção.
É preciso tirá-las para trocar um pneu?
Sim, escondem os parafusos. E é precisamente aí que voltam mal colocadas.
Que aro para um Gol, um Onix, um Clio?
Depende da versão, não do modelo. Leia a parede do pneu — a única resposta fiável.
Escolha o seu aro
Os nossos jogos de quatro vão do aro 12 ao 17, para rodas de aço, impressos a UV com a sua imagem:
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